segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Canto de Si

O canto das sombras
Devora a selva
Que habita cada sentido

Sentindo o sentimento
De seus ouvidos
Gargalha insana,
Num canto lírico

Não mais assombram
Se mostram envolventes
Enroscando seu público
Nas ondas que vibram,
Cada nota lançada ao ar

A noite cai
Os espelhos evaporam
Sincrônicos ao anoitecer

O desfazer do show reflete o fim
Do auditório que se cala
Desconhecendo o sim
Do canto que há em si

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