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A ânsia do aguardo, a hora que não chega
Nosso caminho distorcido já está bem vivo
A cada espasmo que atravessa a tolerância arrastada
A vontade quase rompe o cubo que serve de cerca
No monitor a distração limitada em 15 polegadas
Nesse metro2 meus pés encurvados, lutam pelo controle
Mas o descontrole massacra a mente
E a culpa de se permitir aumenta ainda mais
Você não precisaria estar ai.
É o que meu lado esquerdo zomba ao pé do ouvido
Ouvido meu que aceita as lamentações de vários outros,
Que amanhecem com o desgosto da aceitação
Pele minha que permite o bronzeado daquela lâmpada imposta,
Que não se agüenta de tanta estabilidade,
por isso se rompe de tempos em tempos..
São pensamentos
Mais uma forma de engano,
Dissimulando as voltas que não finalizam
Do ponteiro cravado no relógio de parede...
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