quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lá no Horizonte

A vista que cega a proximidade
Convence o horizonte,
De que não se faz a toa os mistérios da distância
De que quando chega o entardecer
Logo vira o céu, eterna criança

E quando desapontar o ultimo raio de sol
É como se Deus soletrasse suas razões
Nos dando a noite como companhia
Apartando as solidões, que traz a ventania

Nesse breu somos estrelas
Que clareiam sem pestanejar
As sutilezas de meros encontros
Que ditam calmamente
Os destinos já reservados

Em meio a tantas feições
Levamos na fala as crenças de orações
De verdades tão óbvias
De esperanças tão amáveis
E ingenuidades tão particulares

O horizonte apenas um
Que transforma e monta
A verdade e a cura
De cada ser em si

Nenhum comentário:

Postar um comentário