A vista que cega a proximidade
Convence o horizonte,
De que não se faz a toa os mistérios da distância
De que quando chega o entardecer
Logo vira o céu, eterna criança
E quando desapontar o ultimo raio de sol
É como se Deus soletrasse suas razões
Nos dando a noite como companhia
Apartando as solidões, que traz a ventania
Nesse breu somos estrelas
Que clareiam sem pestanejar
As sutilezas de meros encontros
Que ditam calmamente
Os destinos já reservados
Em meio a tantas feições
Levamos na fala as crenças de orações
De verdades tão óbvias
De esperanças tão amáveis
E ingenuidades tão particulares
O horizonte apenas um
Que transforma e monta
A verdade e a cura
De cada ser em si
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